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Efeito Lótus

A natureza fornece-nos sempre fonte infinita de inspiração para nós. A partir dessa inspiração, a área denominada “biomimética” tem como objetivo descobrir a organização estrutural de materiais biológicos e implementá-la na construção de materiais sintéticos de alto desempenho.

Assim sendo, vários investigadores utilizaram as propriedades da folha e flor de Lótus (Nelumbo nucifera), o chamado efeito de Lótus, para a produção de novos produtos. O efeito Lótus pode ser encontrado em numerosas espécies de plantas (como a própria Nelumbo nucifera, Tropaeolum, Cane ou Columbine) e consiste, essencialmente, num processo de autolimpeza que resulta da existência de estruturas nanométricas na superfície das folhas.

As folhas de lótus são autolaváveis e repelem a água devido à combinação de duas características da superfície das suas folhas: as papilas e as ceras epiticulares encontradas nas saliências/nervuras.

Este efeito é de grande importância para as plantas pois atua como uma propriedade de defesa contra agentes patogênicos como fungos, esporos, pó e /ou o crescimento de algas.

Outro efeito positivo da autolimpeza é a prevenção de contaminação da área de superfície da planta exposta à luz, resultando em maiores trocas de gases durante a fotossíntese, o que torna este processo mais eficaz.

Assim sendo, vários investigadores utilizaram as propriedades do efeito de Lótus, para a produção de produtos altamente hidrofóbicos em inúmeras aplicações como as de revestimento e aplicações biomédicas.

Bibliografia:

http://www.olharnano.com/artigos/4001/63001/O-efeito-L%C3%B3tus-

https://paginas.fe.up.pt/~projfeup/cd_2010_11/files/QUI601_relatorio.pdf

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